ESPECIAL: BUÍQUE TEM SEXTO PIOR ÍNDICE DE PROGRESSO SOCIAL DE PERNAMBUCO EM 2026, MANTENDO TENDÊNCIA DE MUNICÍPIO ATRASADO NA REGIÃO

DISPONÍVEL PARA TODOS OS LEITORES: Nota geral do município do agreste pernambucano foi considerada relativamente baixa, puxada principalmente pela ausência de saneamento básico na maior parte do território e pela ausência de oportunidades de desenvolvimento a seus habitantes. Nesta matéria especial, o Podcast Cafezinho destrinchará com mais detalhes esses dados e trará uma opinião polêmica, porém necessária (Foto: Adauto Nilo/ Portal GiroSocialB)

Leia também: Especial- Buíque tem um dos piores Índices de Progresso Social de Pernambuco e do Brasil, aponta levantamento e Especial- Índice de Progresso Social de 2025 é divulgado e Buíque, mesmo com leve avanço, ainda figura entre os piores municípios do país


O município de Buíque, no agreste, figura pelo terceiro ano seguido entre aqueles com o pior Índice de Progresso Social do estado de Pernambuco. O dado, referente ao ano de 2026, foi divulgado pelo IPS Brasil nesta semana. A nota geral de Buíque no índice foi de 53,63: considerada Relativamente Fraca e a sexta pior nota de Pernambuco. O desempenho buiquense só não foi pior que os de Bodocó (53,48), Santa Filomena (53,46), Casinhas (52,29), Paranatama (50,29) e Carnaubeira da Penha (pior do estado, com IPS Geral de 48,79).

O site do Podcast Cafezinho com William Lourenço foi o primeiro a divulgar os desempenhos de Buíque neste índice. Em 2024, por exemplo, o município estava na posição 174 do estado de Pernambuco. No ano seguinte, conseguiu subir duas posições, mas ainda assim, figurava entre os piores do estado e, consequentemente, do Brasil.

Os dados sobre os outros municípios de Pernambuco, incluindo aqueles que obtiveram os melhores resultados, podem ser consultados no próprio site do IPS Brasil. Aqui, focaremos nas informações relacionadas a Buíque.


Sobre o Índice de Progresso Social


O Índice de Progresso Social Brasil, desenvolvido por meio da metodologia do Social Progress Imperative, é uma ferramenta de gestão territorial baseada em dados públicos, que identifica e apresenta, em uma mesma escala, se as pessoas têm o que precisam para prosperar, desde necessidades básicas como abrigo, alimentação e segurança, até se possuem acesso à informação e comunicação, e se são tratadas igualmente, independentemente de gênero, raça ou orientação.
É considerado o índice mais completo da realidade socioambiental de todos os 5.570 municípios do país, proporcionando um panorama multidimensional e acessível sobre a performance de municípios e estados em atender às necessidades básicas de seus cidadãos.

O IPS é constituído por três dimensões, sendo cada uma delas dividida em quatro componentes. As dimensões abrangidas pelo IPS são:
- Necessidades Humanas Básicas: Um país, Estado e ou município possui condições de garantir as necessidades humanas mais básicas para a sua população?
- Fundamentos do Bem-estar: Existem elementos vitais que garantam às pessoas e comunidades a chance de prover e manter o seu bem-estar?
- Oportunidades: Há na sociedade oportunidades para que todos os indivíduos possam atingir seu pleno potencial?

A primeira dimensão, Necessidades Humanas Básicas, avalia se um país e ou região tem condições de prover as necessidades essenciais de sua população. Essa dimensão mede se as pessoas têm comida suficiente, se estão recebendo cuidados médicos básicos, se possuem acesso à água potável, se têm acesso adequado à habitação com serviços básicos e se estão seguras e protegidas.

A segunda dimensão, Fundamentos do Bem-estar, mede se uma população possui acesso à educação básica de qualidade e à comunicação e se tem condições de viver com saúde, bem-estar e qualidade de vida. Essa dimensão também avalia se a sociedade consegue viver de forma ambientalmente sustentável e se está garantindo a existência dos recursos naturais (floresta, água) para as gerações futuras.

A terceira dimensão, Oportunidades, mede o grau em que uma sociedade é livre de restrições sobre os seus próprios direitos e os seus indivíduos são capazes de tomar suas próprias decisões e se existem preconceitos e hostilidades que impedem os indivíduos de atingirem pleno potencial.

O IPS Brasil 2026 é composto por 57 indicadores secundários de fontes públicas que são exclusivamente sociais, ambientais e que medem resultados, não investimentos. Essas variáveis foram agregadas em um índice geral, com nota de 0 a 100, e índices para 3 dimensões (Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades) e 12 componentes (Nutrição e Cuidados Médicos Básicos, Água e Saneamento, Moradia, Segurança Pessoal, Acesso ao Conhecimento Básico, Acesso à Informação e Comunicação, Saúde e Bem-estar, Qualidade do Meio Ambiente, Direitos Individuais, Liberdades Individuais e de Escolha, Inclusão Social e Acesso à Educação Superior).

Dados de Buíque

Na dimensão Necessidades Humanas Básicas, Buíque obteve nota 64,98 (Resultado Relativamente Neutro). O indicador de Abastecimento de Água Via Rede de Distribuição foi o único, dentro desta dimensão, com um Resultado Relativamente Fraco: apontando que a distribuição de água encanada e rede de esgoto ainda não atinge a maior parte do território municipal.
Na dimensão Fundamentos do Bem-Estar, Buíque obteve nota 60,06 (Resultado Relativamente Neutro). O indicador de Abandono no Ensino Médio obteve Resultado Relativamente Forte, indicando que o número de estudantes que abandonaram a escola do primeiro ao terceiro ano do Ensino Médio em Buíque diminuiu. Também obteve Resultado Relativamente Forte o indicador de Áreas Verdes Urbanas. Já o chamado Índice de Vulnerabilidade Climática dos Municípios (IVCM) referente a Buíque obteve um Resultado Relativamente Fraco. Os altos riscos de inundações e de seus habitantes desenvolverem doenças relacionadas às mudanças climáticas puxaram este resultado para baixo.

IVCM de Buíque referente ao ano de 2024. Quanto mais a nota se aproximar de 100, mais vulnerável o município é em determinado eixo (Fonte: Instituto Votorantim)

Na dimensão Oportunidades, Buíque obteve sua pior nota: 35,85 (Resultado Relativamente Fraco). O município ainda demonstra muitas dificuldades em trazer a seus habitantes melhores condições de desenvolvimento. O componente de Direitos Individuais teve a menor nota (25,03) e o componente de Inclusão Social obteve Resultado Relativamente Fraco. Já os indicadores de Resposta a Processos Previdenciários, Violência contra Mulheres e Paridade de Negros na Câmara Municipal ficaram também com resultados péssimos.

Fonte: IPS Brasil

Quando comparados com municípios vizinhos, os índices de Buíque no IPS 2026 se tornam preocupantes e, ao analisar junto com todos os municípios pernambucanos, eles se tornam ainda mais vexatórios e escancaram o desleixo e falta de competência dos gestores que passaram pelo município, pelo menos, nos últimos 25 anos: Arquimedes Valença e Jonas Camelo Neto, que revezaram o poder entre 2000 e 2024 para não fazer absolutamente nada de útil.

Fonte: IPS Brasil

Fonte: IPS Brasil

Espaço para a Opinião do Podcast Cafezinho (Por William Lourenço)

Os dados do IPS 2026 também apontam que a gestão de Buíque, agora sob a tutela de Túlio Monteiro (que foi vice de Arquimedes entre 2021 e 2024), continua fazendo até aqui mais do mesmo, mantendo as oportunidades de desenvolvimento e prosperidade aos buiquenses cada vez mais longe. E até retrocedendo em alguns pontos.
Para aqueles que possam vir a usar tais informações como pretexto pra puxar saco de determinado grupo político (ou cor de camisa), saibam que a culpa de Buíque se encontrar em tamanha fossa moral, institucional e social também é deste indivíduo que vocês alegam ser um sujeito decente e amigo dos pobres. O outro, então, nem se fala: 20 anos sentado naquela cadeira pra nada. Tá aí o resultado...
As causas para a eterna pobreza de Buíque são muitas e bem óbvias: políticos que se valem das cadeiras de vereadores e prefeito para desviarem e omitirem recursos públicos em proveito próprio (e aqui, existem centenas de processos judiciais que confirmam isso), quase todos eles pertencentes à mesma grande família que, desde 1854, só reproduz gente desocupada e vagabunda que não faz outra coisa da vida a não ser mamar nas fartas e belas tetas do governo municipal e a tirar os recursos daqui para colocar em suas fazendinhas no Pará ou no Maranhão. Não se engane com o sobrenome que eles venham apresentar: todos são parentes em algum grau, como o Graciliano Ramos veio dizer uma vez em seu livro Infância. E estruturar o município com o mínimo, que é bom, nada. Agora vai ver se esses sujeitos e seus parentes não passam os finais de ano em casinhas modestas à beira da praia, em apartamentos na capital...
É graças a esta casta de imorais e vagabundos que, mesmo com uma renda per capita declarada de mais de R$ 12 mil, a maioria dos habitantes de Buíque ainda tem dificuldade em conseguir manter o básico para comer durante o mês. É graças a esta classe desgraçada que pessoas morrem por simplesmente não conseguirem chegar a um hospital pelas péssimas condições das estradas vicinais (consertadas para turista ver somente em período eleitoral), e isso quando encontram um médico. Sendo jacarés ou camelos, todos eles são igualmente uns animais, devoradores do dinheiro público, parasitas do poder que não sabem fazer outra coisa em suas medíocres e patéticas vidas a não ser sugar tudo aquilo que se origina do trabalho da população. Tá aí o resultado...
Os buiquenses devem urgentemente tomar ciência do buraco em que se meteram graças a estes políticos (tanto do Executivo quanto do Legislativo) e dar a eles aquilo que merecem: o desprezo, o repúdio e o esquecimento. Talvez assim, quando esta grande família de gente vagabunda for expurgada, Buíque possa vir a ser um município relativamente decente.