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| DISPONÍVEL PARA TODOS OS LEITORES- Destaques desta edição são: a manutenção da multa a ex-prefeito de Buíque por descumprimento de um Termo de Ajuste de Gestão sobre transporte escolar firmado com o Tribunal de Contas do Estado e a mais nova edição do Cafezinho Expresso em nossos canais digitais (Foto de SAULO LEITE para Pexels) |
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O site do Podcast Cafezinho com William Lourenço traz agora, em seu Cafezinho Expresso, um resumo das notícias mais importantes desta quinta-feira, 14 de maio de 2026.
CAFEZINHO EXPRESSO DE VOLTA AO YOUTUBE
Após mais de um ano, o Cafezinho Expresso voltou a ter uma edição inédita veiculada no canal oficial do Podcast Cafezinho no YouTube. O vídeo, também disponibilizado em nossos perfis no Facebook e Instagram, traz a opinião do jornalista William Lourenço (um dos criadores e sócios administradores deste veículo de imprensa) sobre a recente polêmica envolvendo a proibição do uso da palavra a Felinho da Serrinha, ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Buíque, na tribuna da casa legislativa do município do agreste pernambucano. Mesmo fazendo o pedido formal, seguindo o Regimento Interno da Câmara, o atual presidente da casa, vereador Cidinho de Cícero Salviano, não o autorizou, iniciando uma especulação de que teria ocorrido censura à oposição do prefeito Túlio Monteiro. Tal medida foi reverberada devido ao fato de que cinco vereadores do MDB (partido ao qual Túlio é filiado) perderam seus mandatos, sendo substituídos por pelo menos três que fizeram parte da coligação do então candidato a prefeito Jobson Camelo (Republicanos) nas eleições municipais de 2024. Felinho foi seu candidato a vice na chapa e um dos que conseguiram entrar na Câmara após a retotalização dos votos foi seu irmão, Cícero de Felinho da Serrinha (Progressistas): um dos autores, junto com Leonardo de Gilberto e Elson Francisco (ambos do Republicanos), da Ação de Investigação Judicial Eleitoral que resultou nas cassações dos mandatos de Aline de André de Toinho, Daidson Amorim, Dodó, Peba do Carneiro e Preto Kapinawá por fraude à cota de gênero.
Em sua análise, William destaca que tal postura adotada por Cidinho passou uma mensagem equivocada ao público (tanto buiquense quanto dos municípios vizinhos) e enfatizou que todos os políticos do município, tanto de situação quanto de oposição, não sabem ouvir críticas relacionadas a seus atos enquanto pessoas com mandato, citando diretamente os ex-prefeitos Arquimedes Valença e Jonas Camelo Neto.
Em 2024, durante uma transmissão ao vivo onde anunciou sua desistência da candidatura à prefeitura de Buíque por ter ficado inelegível, Jonas disse que não fez tal anúncio perante os veículos de imprensa do município por afirmar, sem apresentar prova alguma, que todos (inclusive o Podcast Cafezinho) já tinham um lado e que estavam vendidos ao então pré-candidato Túlio Monteiro. Este episódio foi usado para ilustrar a incapacidade dos políticos buiquenses de ouvirem críticas, dando prioridade a opiniões de bajuladores, enquanto o município em si pouco ou nada se desenvolve.
"Eu ainda espero uma retratação pública dele, se ele for um sujeito decente como muitos dizem que ele é... E que eu acredito que não seja, depois desse discurso", disse William sobre o político em um trecho do vídeo.
NO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO
O Pleno do TCE negou provimento na última quarta-feira (13), por unanimidade, aos embargos de declaração do ex-prefeito de Buíque, Arquimedes Valença, contra multa de mais de R$ 16 mil aplicada a ele pelo descumprimento de um Termo de Ajuste de Gestão relacionado ao transporte escolar do município do agreste.
O político já havia tentado reverter a decisão por meio de um recurso ordinário, que também foi negado pelos conselheiros do TCE. Com os embargos de declaração (que não servem para alterar mérito de decisão, mas somente sanar obscuridade, contradição, erro material ou omissão), a defesa de Arquimedes buscava reduzir o valor da multa aplicada a ele.
Em seu voto, o Conselheiro Rodrigo Novaes negou tais pedidos, lembrando que das dez obrigações assumidas por Arquimedes enquanto prefeito de Buíque em 2023 com o TCE, só cumpriu integralmente uma, parcialmente quatro e descumpriu cinco, sem apresentar qualquer justificativa plausível sobre os descumprimentos e que, mesmo tendo sido dado um prazo até outubro do ano passado para o cumprimento das obrigações pendentes (isso já com a prefeitura chefiada por Túlio Monteiro, que foi seu vice entre 2021 e 2024), elas não foram cumpridas e que, se as tivessem sido, não mudariam o fato de que Arquimedes deveria ter se esforçado para cumprir no prazo inicialmente previsto. O opinativo do Ministério Público de Contas sobre o tema no recurso ordinário foi relembrado pelo relator, em que foram apontadas as irregularidades com detalhes:
