OPINIÃO: PRÉSTIMO

DISPONÍVEL PARA TODOS OS LEITORES POR TEMPO LIMITADO: Nesta Coluna de Opinião, o jornalista e historiador João Gabriel Silva traz mais uma reflexão sobre as relações humanas e como devemos, às vezes, ter consciência de que os outros não ligam tanto assim para a gente como imaginamos (Foto de Yuri Meesen para Pexels) 


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Por João Gabriel Silva

Há pessoas que não te enxergam de verdade, elas te calculam.

Não é maldade declarada, não é vilania de rosto descoberto. É algo mais silencioso e por conta disso mais difícil de nomear. É a atenção que passa por você sem pousar até o dia que precise de sua ajuda para algo. Aí finalmente pousa.

E você sente muito isso. Sente o acalentamento repentino, a proximidade que não existia ontem. E você em sua inocência quer acreditar que dessa vez vai ser diferente, que a pessoa mudou, enxergou seu valor, que finalmente ela lhe notou.

Mas não foi isso. Você apenas foi lembrado.

E aqui cabe uma coisa importante, mas dura de se ouvir: ser lembrado e ser visto tem uma diferença cruel. Quem te vê, te acolhe, te carrega, mesmo quando não precisa de você para algo, simplesmente te quer por perto. Quem lembra de ti, só te encontra quando o copo está vazio, e o copo pode estar vazio de dinheiro, de atenção, de tempo, de consolo, de trabalho de faculdade....

Você ajuda. Claro. Porque você é o tipo de pessoa que ajuda a todos, mesmo que isso te leve a ser muitas vezes usado.

E então some o problema, e a pessoa some junto.

Daí você fica lá, com a generosidade nas mãos, tentando entender por qual motivo doar algo bom deixa um gosto tão amargo.

Talvez não seja ingenuidade ou idiotice sua. É a consciência deles que falta.