AS NOTÍCIAS MAIS IMPORTANTES DESTA SEMANA

 

DISPONÍVEL A TODOS OS LEITORES: Destaques desta edição são o recurso do vereador Rodrigo da Ótica contra multa e imputação de débito determinadas pelo TCE em auditoria relacionada a licitação para festas em Buíque; a nova polêmica envolvendo Daniel Vorcaro, o presidente Lula e a revista Veja; a remoção dos perfis do blogueiro Adauto Nilo e o processo movido por ele contra a Meta; e mais (Foto: Reprodução/ TCE-PE)

Leia também: Editorial- Mais um posicionamento que ninguém pediu


O site do Podcast Cafezinho com William Lourenço traz agora, em seu Cafezinho Expresso, um resumo das notícias mais importantes desta semana, com ênfase nesta sexta-feira, 09 de outubro de 2026.


- No Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco

O Pleno do órgão negou em sessão ordinária realizada nesta quarta-feira, por unanimidade, os recursos ordinários movidos pelo ex-secretário de Cultura e atual vereador de Buíque, Rodrigo da Ótica, e o pregoeiro José Siqueira da Silva Junior, contra um acórdão que os multou em mais de R$ 11 mil, após uma auditoria especial constatar irregularidades cometidas em uma licitação destinada à aquisição de  equipamentos e locação de estrutura para eventos realizados no município do agreste pernambucano no ano passado. Além deles, o então secretário adjunto da pasta, Esildo Barros, também foi multado. Rodrigo ainda recebeu uma imputação de débito (obrigação de devolução aos cofres públicos) de mais de R$ 232 mil junto com a empresa Romário Som, vencedora da licitação e que ficou responsável por prestar os serviços. Em julho deste ano, eles haviam tido seus embargos de declaração negados pelo órgão.

No recurso ordinário, que buscava alterar o mérito e, consequentemente, a decisão, o Conselheiro Eduardo Porto (relator do processo) votou acompanhando o parecer do Ministério Público de Contas pelo não provimento dos recursos tanto de Rodrigo quanto de José. Isso porque Esildo também havia protocolado um recurso ordinário sobre o mesmo tema antes dos demais (os três foram representados, inclusive, pelo mesmo advogado: Eduardo Henrique Teixeira Neves). Como a questão do mérito sequer havia sido analisada no recurso de Esildo, protocolado antes, a solução seria não conhecer os demais recursos. O voto do relator foi acompanhado por unanimidade, mantendo assim o teor do acórdão referente à multa e à imputação de débito.


- Eleições 2026

A revista Veja publicou em seu site, nesta sexta-feira, uma matéria citando documentos e áudios atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, em que ele teria dito que liberou dinheiro para a produção de um documentário sobre o Presidente Lula (PT) em troca de vantagens a seu então Banco Master em negócios com o governo.


Os nomes do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e do diretor do Instituto Lula, Paulo Okamoto, foram citados. Segundo a reportagem, eles teriam atuado diretamente nas negociações. Somente para o documentário, teriam sido pagos 30 milhões de reais em dinheiro vivo. As revelações fariam parte de uma colaboração premiada que Vorcaro estaria disposto a fazer com a Polícia Federal, mas que a Procuradoria-Geral da República recusou por considerar que não haviam provas suficientes por parte do banqueiro (hoje preso) que justificassem firmar um acordo desses. Até o Ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, Alexandre Padilha, teria se envolvido no esquema, segundo a reportagem. Não há, no entanto, qualquer conversa ou indício de que o próprio Lula teria se encontrado pessoalmente com Vorcaro.

A PGR enviou nota à Veja esclarecendo que todas as propostas de colaboração premiada propostas pelos advogados de Daniel Vorcaro foram recebidas na forma em que elas se apresentavam, sem juízo nem recusas prévias, e que o banqueiro não foi chamado para depor por conta da rejeição da proposta, por motivos esclarecidos aos advogados dele.

A Polícia Federal disse que Daniel Vorcaro nunca prestou depoimento à instituição com o teor relatado na matéria, embora a reportagem da Veja não tenha feito qualquer citação relativa a isso. A PF também confirmou o recebimento de uma notícia crime contra a revista por parte dos advogados de Lula, que também cogitam processar a revista e o banqueiro por calúnia e difamação.

Um dos atuais advogados de Daniel Vorcaro confirmou que a voz no áudio divulgado pela Veja na reportagem é realmente de seu cliente, pontuando somente que não sabia em que período nem em qual circunstância ele havia sido gravado, pois dependia ainda de uma confirmação do teor dos fatos por parte dele.

Já em nova matéria publicada ainda nesta sexta-feira, a revista Veja reiterou a integridade do material divulgado anteriormente, dizendo que "a desinformação é uma forma de tirar o foco de fatos importantes quando o contexto da mensagem é de difícil explicação ou comprovação por pessoas citadas". Desta vez, Vorcaro teria falado sobre a reação de um braço-direito do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, às acusações contra Lula levadas por seus advogados numa reunião feita na Procuradoria, justamente para tratar do seu acordo de colaboração premiada.


O Ministro Alexandre Padilha classificou o depoimento de Daniel Vorcaro como mentiroso, negando qualquer envolvimento, e classificou essa divulgação como uma tentativa de beneficiar o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Padilha diz ainda ter acionado a Advocacia-Geral da União para ingressar com as providências judiciais cabíveis para exigir direito de resposta contra, segundo ele, as mentiras apresentadas na reportagem da Veja.

Já o portal Metrópoles divulgou uma imagem que teria sido enviada a Vorcaro no ano passado pelo advogado Walfrido Warde, próximo ao petista, de uma cadeira reservada ao banqueiro numa cerimônia realizada pela Universidade de Paris onde Lula recebeu o título de Doutor Honoris Causa. Essa imagem foi encontrada pela PF no celular de Vorcaro, ao analisar as mensagens trocadas por ele e pelo advogado. Walfrido representou legalmente Vorcaro por um período. Vorcaro não chegou a ir ao evento na Universidade de Paris.


- Nas redes sociais

O blogueiro Adauto Nilo, responsável pelo portal GiroSocialB, teve suas contas no Facebook e no Instagram removidas esta semana e processou a Meta (companhia dona das plataformas) exigindo que elas voltassem imediatamente ao ar. Segundo seu advogado, não houve uma explicação plausível por parte da Meta sobre qual diretriz das plataforma teria sido infringida antes da remoção dos perfis, o que configuraria uma ilegalidade.

O Juiz da Vara Única da Comarca de Buíque, em decisão proferida ontem, determinou que a Meta reative os perfis do blogueiro em até cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.

Em nota, os sócios administradores do Podcast Cafezinho com William Lourenço se solidarizaram com o colega de imprensa, classificando a remoção dos perfis como "desnecessária" e relatando situações semelhantes pelas quais eles mesmos passaram.

"A questão da remoção de um perfil de caráter noticioso em rede social e a falta de explicações mais abrangentes sobre os eventuais motivos por parte de provedores e hospedadores são problemas enfrentados por todos aqueles que gerenciam marcas no ambiente digital, sejam elas jornalísticas ou não. O próprio Podcast Cafezinho teve seu site indevidamente retirado do ar por alguns dias, em agosto desse ano, por uma suposta violação dos termos do hospedador que nunca foi devidamente esclarecida. Nossa assessoria jurídica precisou enviar ao Google (empresa dona do Blogger) uma contestação solicitando o retorno imediato do site. A própria página do Podcast Cafezinho no Facebook recebeu uma restrição inexplicada que quase a tirou definitivamente do ar e que só será retirada em 22 de outubro deste ano.

Tais atitudes não apenas comprometem o livre exercício da imprensa e o acesso da população à informação de forma rápida e segura, como também a subsistência dos profissionais que, nos tempos atuais, utilizam a veiculação de seus conteúdos nestas plataformas para monetizar e, assim, obter mais uma fonte de renda", diz parte da nota assinada pelos jornalistas William Lourenço e João Gabriel Silva.


O Podcast Cafezinho com William Lourenço intensificou, a partir desta sexta-feira (09 de outubro), a proteção a seus direitos autorais e direitos de marca no ambiente digital, aderindo ao Programa de Proteção de Direitos da Marca da Meta (empresa dona do Facebook e Instagram). Com isso, qualquer veículo ou profissional de imprensa que descumprir nossa recomendação de, ao reproduzir qualquer conteúdo produzido por nós, citar este veículo de imprensa como fonte ou detentora do texto, foto ou vídeo nestas plataformas, correrá o risco de ter sua postagem considerada como plágio removida por violação de propriedade intelectual.

Portais que copiaram integralmente reportagens escritas para nosso site e publicadas inicialmente aqui, sem nos dar o devido crédito, estão sendo denunciados por nossa assessoria jurídica ao Google e demais plataformas hospedadoras para que tais publicações sejam imediatamente retiradas do ar. Outras medidas cabíveis, inclusive judiciais, como pedidos de possíveis indenizações pelos danos morais e materiais causados aos sócios administradores do Podcast Cafezinho, também estão em avaliação e poderão ser adotadas brevemente.

Reforçamos que todo e qualquer conteúdo audiovisual produzido pelo Podcast Cafezinho com William Lourenço só pode ser reproduzido com autorização expressa de seus sócios administradores, e com a obrigação por parte de quem a reproduz da citação deste veículo de imprensa como detentor do referido conteúdo, em respeito às legislações vigentes de direitos autorais e de propriedade intelectual do Brasil.