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A Associação dos Guardas Civis Municipais de Pernambuco (AGCMPE) protocolou nesta semana uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de Pernambuco contra uma lei municipal de Buíque, que altera o cargo de Vigia Patrimonial para Guarda Municipal. A lei questionada é a Lei Municipal nº 660/2026, sancionada neste ano pelo prefeito Túlio Monteiro.
Em nota, a entidade diz que a lei é inconstitucional e que a medida jurídica foi tomada visando preservar a Constituição, o concurso público e a identidade jurídica das Guardas Municipais. Leia a íntegra da nota abaixo:
"A AGCMPE informa que protocolou, perante o Tribunal de Justiça de Pernambuco, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a Lei Municipal nº 660/2026, do Município de Buíque, que promoveu a alteração do cargo de Vigia Patrimonial para Guarda Municipal.
A medida judicial busca preservar a Constituição, o concurso público e a identidade jurídica das Guardas Municipais como instituições integrantes do sistema de segurança pública.
A AGCMPE respeita todos os servidores públicos municipais, inclusive os ocupantes do cargo de Vigia Patrimonial. O que se questiona não são pessoas, mas a validade constitucional de uma lei que, sob a aparência de simples mudança de nomenclatura, pode produzir verdadeira transposição funcional para cargo diverso, sem concurso público específico.
A Guarda Municipal é carreira própria, instituição permanente e essencial à segurança pública municipal. Sua estruturação deve obedecer à Constituição Federal, à Constituição do Estado de Pernambuco, à Lei Federal nº 13.022/2014 e à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
A defesa das Guardas Municipais exige responsabilidade, técnica e coragem institucional."
Em um vídeo divulgado no perfil oficial da AGCMPE no Instagram, o presidente da entidade, Etevaldo Genuíno, complementou que a ação judicial foi tomada após diversas denúncias protocoladas por servidores e criticou duramente a Procuradoria-Geral do Município de Buíque, classificando sua orientação ao Prefeito de aprovar esta lei como uma "aberração":
A admissibilidade da ação ainda será analisada no TJPE, sem data para isso ocorrer. Até o momento, a Prefeitura de Buíque não fez nenhuma manifestação oficial a respeito do ocorrido.
